Talvez
o maior desafio seja dizer quem sou. Nunca pensei que algum dia tivesse que
descrever-me de tal maneira. Há tempo tenho buscado as palavras certas, mas não
tem sido nada fácil. Certamente eu não saiba quem eu sou ainda, mas espero que
até o final deste desafio eu possa ao menos lhe dizer meu nome.
Ao
final do tempo ouvia-se o som estridente do apito que indicava o fim dos
melhores 30 minutos de um time. Lá estava eu, cheia de orgulho por fazer parte
de uma equipe que acabara de vencer o campeonato regional de handebol. Mesmo
estando muito feliz, logo me veio à mente que esse seria o último jogo no qual
eu participaria, então me veio a sensação de insatisfação.
Peço
que me desculpe, caro leitor, acredito que estou sendo um pouco indelicada,
pois ainda não me apresentei. Permita que me apresente formalmente. Me chamo
Renata, tenho 16 anos, faço parte do Centro de Integração diva Pereira Gomes,
mais conhecido como Guarda Mirim.
Finalmente
tenho o privilégio de trabalhar na empresa Robert Bosch, uma multinacional
alemã. Há pouco tempo fui transferida para o Colégio estadual do Paraná. Ainda
não me adaptei com a nova escola, pois é sempre um desafio mudar de colégio.
Alguns
anos mais tarde, estou mais uma vez seguindo a cansativa rotina de acordar
cedo, ir para a Guarda Mirim, trabalhar e, por fim, durante a noite, estudar.
Acredito
que, para você, eu seja só mais um jovem com uma rotina cansativa, mas além
disso continuo sonhando e acreditando que voltarei a fazer o que mais me
satisfaz – jogar handebol – e que em algum momento se eu der sorte, possa fazer
parte do time brasileiro deste esporte.

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