sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sonhar






Talvez o maior desafio seja dizer quem sou. Nunca pensei que algum dia tivesse que descrever-me de tal maneira. Há tempo tenho buscado as palavras certas, mas não tem sido nada fácil. Certamente eu não saiba quem eu sou ainda, mas espero que até o final deste desafio eu possa ao menos lhe dizer meu nome.
Ao final do tempo ouvia-se o som estridente do apito que indicava o fim dos melhores 30 minutos de um time. Lá estava eu, cheia de orgulho por fazer parte de uma equipe que acabara de vencer o campeonato regional de handebol. Mesmo estando muito feliz, logo me veio à mente que esse seria o último jogo no qual eu participaria, então me veio a sensação de insatisfação.
Peço que me desculpe, caro leitor, acredito que estou sendo um pouco indelicada, pois ainda não me apresentei. Permita que me apresente formalmente. Me chamo Renata, tenho 16 anos, faço parte do Centro de Integração diva Pereira Gomes, mais conhecido como Guarda Mirim.
Finalmente tenho o privilégio de trabalhar na empresa Robert Bosch, uma multinacional alemã. Há pouco tempo fui transferida para o Colégio estadual do Paraná. Ainda não me adaptei com a nova escola, pois é sempre um desafio mudar de colégio.
Alguns anos mais tarde, estou mais uma vez seguindo a cansativa rotina de acordar cedo, ir para a Guarda Mirim, trabalhar e, por fim, durante a noite, estudar.
Acredito que, para você, eu seja só mais um jovem com uma rotina cansativa, mas além disso continuo sonhando e acreditando que voltarei a fazer o que mais me satisfaz – jogar handebol – e que em algum momento se eu der sorte, possa fazer parte do time brasileiro deste esporte.

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